sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Esterilização

Por desconhecimento, muitos acreditam que uma fêmea deve ter ao menos uma cria e que um macho deve cruzar, ao menos por uma vez. Tais informações não procedem e apenas se prestam a gerar novas crias indesejadas.

Antes de submeter animais a cruzamentos é preciso considerar as dificuldades para se encontrar pessoas dispostas a se responsabilizar pelos filhotes que serão gerados. Igualmente preocupante é não ter garantias de que tais animais serão bem tratados. Muitos daqueles que os aceitam por impulso não se constrangem em abandoná-los.

Tendo em vista que uma só cadela pode originar, direta ou indiretamente, 67.000 (sessenta e sete mil) cães num período de seis anos, resta evidente a necessidade de esterilizar os animais de estimação.

E isso pode ser feito a partir dos quatro meses de vida.

Recomenda-se esterilizar as fêmeas antes do primeiro cio, o que reduz, em até 95%, a probabilidade de o animal vir a sofrer de tumor de mama. Do mesmo modo, põe-se fim ao risco de o animal padecer de alguma patologia de ovário ou de útero. Já nos machos, a esterilização precoce evita a inflamação da próstata e dos testículos.

Vacinação

É um erro ministrar apenas a vacina anti-rábica, pois é necessário imunizar o animal contra outras graves moléstias, tais como cinomose, parvovirose, leptospirose, coronavirose, parainfluenza, entre outras. Também não é verdade que cães e gatos idosos, ou que não saem às ruas, não necessitam de vacinação. Independentemente da idade e dos hábitos, a vacina é sempre obrigatória.

Deve-se administrar a vacina V8 aos filhotes de cães, a partir de 60 (sessenta) dias de idade. Devem ser feitas duas doses de reforço nos animais de 21 (vinte em um) a 30 (trinta) dias depois da primeira dose. A vacina V8, bem como a anti-rábica, deve ser repetida anualmente.

Aos gatos devem ser ministradas a Vacina Quádrupla em três doses, no segundo, no terceiro e no quarto mês de vida. Tal vacina deve ser repetida, anualmente, assim como a anti-rábica.

Fique atento a sintomas como diarréia, falta de apetite, apatia ou espirros, pois podem ser indícios de que o animal está doente. Diante de qualquer suspeita, independentemente de estar o animal vacinado, leve-o, quanto antes, ao médico veterinário.